| História
do Pão
A origem do pão ainda é
incerta, mas estima-se que ele tenha surgido há 12
mil anos na Mesopotâmia juntamente com o cultivo do
trigo. Feito inicialmente com farinha misturada ao fruto
do carvalho, os primeiros pães eram achatados, duros,
secos e muitos amargos. Para ser ingerido, o pão
era lavado várias vezes em água fervente e
depois assado sobre pedras ou embaixo de cinzas.
O primeiro pão assado em forno
de barro foi em 7000 a.C. no Egito, local onde sómais
tarde o fermento veio a ser descoberto. O pão chegou
à Europa em 250 a.C. sendo preparado em padarias,
mas com a queda do império romano, as padarias fecharam
e o pão teve que ser feito em casa. Somente a partir
do século XII a França começou a melhorar
e então no século XVII o país se destacou
como centro mundial de fabricação de pães.
No Brasil, o pão começou
a se popularizar no século XIX, apesar de ser conhecido
desde os colonizadores. Os pães feitos no Brasil
eram escuros, enquanto na França o pão era
de miolo branco e casca dourada. O pão francês
que tanto é usado no Brasil não tem muito
a ver com os verdadeiros pães francês, pois
a receita do pão francês no Brasil só
surgiu no início do século XX e difere do
pão europeu por conter um pouco de açúcar
e gordura na massa.
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Os
benefícios do pão
Escrito por Dr. Marcel-Jacques
Chicouri, especialista em diabetes, nutrição
e farmácia. “Com
mais de cinqüenta anos como especialista em diabetes
e nutrição posso afirmar a necessidade do
pão dentro de nossa alimentação”.
Sabe-se
que uma alimentação equilibrada deve ter aproximadamente
50% de glucídios. Os glucídios dividem-se
em duas categorias: os de absorção rápida
(cana de açúcar, beterraba, mel, açúcar
de fruta), que deve representar, dependendo do individuo,
entre 15% e 30% das necessidades diárias de glucídios;
e os açúcares de absorção lenta
presente em cereais ou em fibras cereais (assimilável
ou não-assimilável).
Os açucares “rápidos”
aumentam a taxa de açúcar no sangue criando
uma produção compensativa de insulina rápida.
Essa produção dá uma sensação
de fome e a necessidade de “recomeçar”,
por isso costuma-se dizer que “o açúcar
chama o açúcar”. Eles têm uma
assimilação de aproximadamente 15 minutos.
Os açucares “lentos”,
a exemplo do amido (pão, fécula, batata, legumes
secos), têm uma assimilação lenta, superior
a 30 minutos. Dentro dos glucídios lentos o pão
tem um lugar de destaque, afinal de contas, ele é
um alimento de primeira necessidade há muitos séculos.
Devemos priorizar o consumo do pão “artesanal”,
e evitar o pão branco industrial, no café
da manha, principalmente pelas crianças, com manteiga,
mel ou geléia, tendo assim um café da manha
balanceado.
Para concluir, gostaria de dizer
que o pão não engorda! Relembro ainda
que as fibras presentes no pão auxiliam o bom funcionamento
do intestino.
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O germe de trigo
Hoje
a preocupação com a saúde e a qualidade
de vida recai diretamente a uma alimentação
balanceada. Para tanto é preciso conhecer o potencial
energético e protéico dos alimentos, a exemplo
do germe de trigo onde 29% de sua composição
é composta por proteínas animais de grande
qualidade, 9% de lipídio, particularmente importante
e bom para saúde, especialmente para o crescimento
das crianças e proteção cardiovascular,
43% de glucídio (amido, sacarose, dextrina, celulose),
ferro, fósforo, potássio, manganês,
magnésio e zinco, além da presença
de aminoácidos essenciais e das vitaminas A, E e
B.
Por fim, o germe de trigo é
rico em vitaminas, minerais e óleos essenciais, o
que lhe confere um valor nutricional importante.
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| Composição
do pão
Calorias
Em relação as calorias o pão
é relativamente pobre:
em média, 100g = 270Kcal.
Fibras
Quanto mais refinada é a farinha, menos fibras
ela possui.
As fibras de cereais têm muitas vantagens: retêm
a água dentro do alimento, o que confere uma
textura mais interessante e diminui seu valor calórico;
contribuem para o funcionamento intestinal e também
auxiliam na prevenção do câncer
no intestino grosso.
Fosfato
O pão contém uma grande quantidade de
fosfato, aproximadamente 195mg por 100g de pão,
em contra partida, encontramos apenas 58mg de cálcio
por 100g de pão.
Vitaminas
Vitaminas do grupo B
Por 100g de pão:
Tiamina (vitamina b1): 0,5mg
Riboflavina (vitamina b2): 0,3 mg
Pyridoxine (vitamina b6): 0,1 mg
Vitamina E: 0,3 mg
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Gordura
O pão apresenta uma pequena porcentagem de
gordura, apenas 4% (1mg/100g pão) o quem ajuda
a diminuir o valor energético do alimento.
Proteínas
8g/100g de pão
Minerais
Dentro dos minerais e óleos essenciais, o fero
é abundante 2mg/100g pão, além
da presença de selênio a exemplo dos
cereais.
Magnésio 70mg / 100g pão
Sódio
Um do maiores inconvenientes do pão é
o alto nível de sódio em sua composição
(600/700mg / 100 g pão), além de apresentar
pouco potássio
O
pão é um alimento de qualidade quem
merece estar presente em nossa alimentação
diária. |
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